Dois dias após a mensagem de Carney, Ottawa ainda não divulgou um valor para a ajuda à Colômbia.

Uma mensagem da Ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, retuitada pelo Primeiro-Ministro Mark Carney, foi a primeira indicação pública de que Ottawa estava monitorando o terremoto na Colômbia. Até a noite de terça-feira, 11 de agosto, essa indicação permaneceu apenas isso: uma mensagem, sem números e sem fundos correspondentes para respaldá-la.

O que exatamente o Canadá havia prometido?

Anand escreveu que o Canadá estava “profundamente entristecido pela perda de vidas e pela devastação” e que o país estava “pronto para prestar assistência conforme necessário”. Trata-se de uma declaração vaga, do tipo que um governo usa quando ainda não decidiu o valor ou o mecanismo. Carney reforçou essa mensagem com sua republicação, algo que, na comunicação governamental, não é um gesto pequeno: eleva uma declaração do Ministério das Relações Exteriores a uma posição oficial do Gabinete.

Por que é importante que ainda não haja um número?

Porque existe um precedente recente que estabelece o padrão. Em junho, quando um terremoto atingiu a Venezuela, o Canadá ativou um fundo de contrapartida: para cada dólar doado pelos canadenses, o governo igualou a doação, até um limite de vários milhões. Esse mecanismo ainda não foi implementado na Colômbia.

Uma comparação com outros países também não ajuda Ottawa. Os Estados Unidos já prometeram US$ 15,5 milhões para abrigo emergencial, alimentação, proteção e avaliação de danos. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento contribuíram com um total de US$ 700 mil, e o CAF, banco de desenvolvimento da América Latina e do Caribe, destinou outros US$ 500 mil. O Canadá, por enquanto, não está entre os que contribuíram com valores.

O que precisa ser confirmado antes da publicação?

O silêncio de um governo, após já ter declarado publicamente sua intenção de ajudar, também diz muito. A questão que permanece em aberto para a comunidade colombiana no Canadá é por quanto tempo mais esse silêncio irá durar.. 

No entanto, é provável que sejam tomadas medidas, visto que o governo expressou abertamente sua intenção de ajudar na situação naquele país sul-americano.

Escrito por: Mauricio Navas Talero LJI Repórter

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